ELIAS RICARDO SANDE

ELIAS RICARDO SANDE
PSICOLOGO SOCIAL E DAS ORGANIZACOES

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Intervenção psico-social à pessoas portadoras de dificiência física: Inclusão social



  1. Introdução

Desenvolvendo pesquisa bibliográfica e documental sobre essa temática de pessoas com dificiência física, torna-se foco do estudo, na prática investigativa em Psicologia, a necessidade e importância de apoios especializados a pessoas com deficiência física em situação de inclusão social.
O pressuposto básico desse trabalho é conhecer as acções desenvolvidas no campo da Psicologia como suporte a pessoas com deficiência fíisica, especialmente alguns elementos significativos das relações interpessoais, poderá contribuir para o aprendizado de investigação científica, bem como para conhecimento de fenómenos e processos psicossociais envolvidos nessa importante questão.

  1. Problematização

A inclusão social tem se constituído preocupação das sociedades democráticas, revelandose nas demandas de cidadãos que individualmente ou organizados em grupos têm se manifestado na defesa de direitos e na pressão política por igualdade de condições de vida. As situações práticas de inclusão social, particularmente de pessoas com deficiências físicas e múltiplas, têm apresentado dificuldades que justificam estudos, pesquisas, debates e troca de informações e conhecimentos.

3. Objetivos
  • Geral
  1. Conhecer e analisar criticamente relações de pessoas com e sem deficiências em variadas situações sociais e de atendimentos psicológicos que dêm suporte à manutenção de condições favoráveis à inclusão social.

  • Específicos
  1. Conhecer e discutir conceitos de inclusão e de pessoas com deficiência física;
  2. Identificar e analisar elementos significativos nas relações mantidas por pessoas com deficiência visual em ambiente de reabilitação e em situações do cotidiano;
  3. Obter informações sobre alternativas de intervenção psicológica e actuação do psicólogo em instituição especializada no atendimento a pessoas com deficiência física.

  1. Justificativa
Relevância social: O movimento mundial em favor da inclusão de pessoas com deficiências vem
ganhando espaço, demandando reflexões e acções sociais e políticas das quais não podem deixar de participar os estudantes de Psicologia.
Relevância científica: Fundamentação teórica consistente poderá auxiliar na consolidação de posições a respeito dessa temática, além de viabilizar, numa segunda etapa, a construção de conhecimento sobre parcela da realidade em espaços inclusivos.
Relevância para a formação em psicologia: O desenvolvimento de consciência crítica sobre inclusão de pessoas com deficiência física deverá fortalecer o exercício da cidadania, bem como propiciar conhecimentos sobre expectativas com relação à actuação do psicólogo em situações de vida ou de intervenção especializada.

  1. Metodologia
Para a elaboração deste trabalho recorrer-se-a à revisão bibliográfica, entrevista semi-estruturada e observação; Seguido de uma profunda análse reflexiva sobre o tema.


  1. Referencial Teórico

Deficiência física–toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função fisiológica, que gere incapacidade para o desempenho de actividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano (Amiralian, 1997).
Deficiência permanente–aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se altere, apesar de novos tratamentos (Mazzotta, 2002).
Dentre as variadas posições expressas por estudiosos sobre a inclusão de pessoas com deficiências e com necessidades especiais, elegeu-se para a presente pesquisa uma discussão de conceitos básicos sobre deficiências e pessoas com deficiências, necessidades especiais, inclusão e integração social, actuação do psicólogo nessa área.
Conforme observa Amiralian (1997), muitas vezes, as pessoas ao se verem diante de alguém com deficiência física mostram-se desconfortáveis com dúvidas, e com frequência, preferem abster-se de interagir com estes.
Amiralian (1997) alerta que não se deve considerar a deficiência física como a causa de perturbações psíquicas, mas sim como uma condição que dificulta as relações com o ambiente. O autor pontua, ainda, que embora apresentem peculiaridades relacionadas à sua condição orgânica, as necessidades das pessoas com deficiência fásica são as mesmas vivenciadas por todas as pessoas. Há três tópicos na intervenção à pessoa com deficiência física:
  • a perda dos mecanismos de descarga emocional.
  • a perda das fontes de recompensa e prazer.
  • a perda da independência física e económica.
Deficiência real e imaginária
De acordo com Amiralian (1997), a deficiência pode ser classificada como real, com limites bem definidos com os quais a pessoa terá que conviver, ou ser uma deficiência imaginária, na qual os limites são mais frutos de fantasias mórbidas que uma realidade crua e dura do indivíduo. Essa última origina-se mais do medo de fracassos do que da deficiência propriamente dita. Há grande diferença entre ser e se sentir com uma deficiência. Uma pessoa que está muito mais preocupada com a aparência, por exemplo, de usar uma órtese ou prótese, do que a funcionalidade e facilidade que tais aparelhos poderão lhe proporcionar, evitam até o aparecimento em público, uma vida social, transformando o que deveria ser apenas uma deficiência numa sequela de peso muito maior do que verdadeiramente tem, dificultando ainda mais a sua reitegração social.
Segundo Glat (1995), a intervenção psicológica nesses casos deverá acontecer, quando possível, de imediato à ocorrência do facto gerador das deficiências imaginárias. Trazer o sujeito sempre para seu mundo verdadeiro, proporcionando conhecimento de sua real situação tanto das dificuldades que terá que enfrentar, mas também dos recursos material e humano que ele poderá contar nessa nova empreitada e, principalmente, todas as possibilidades de fracasso e sucesso que terá na vida como qualquer outra pessoa. Estaremos oferecendo-lhe dados para um processo de racionalização, a busca de respostas lógicas, partindo das falsas premissas em direcção de uma construção com alicerces sólidos. Nessa fase, o relato de outros casos idênticos e bem-sucedidos poderá ser uma ferramenta de motivação.


Deficiência e qualidade de vida
O foco principal de um psicólogo como sempre deve ser orientar seu paciente na busca de uma qualidade de vida, visando a saúde mental e a possibilidade de conseguir a adaptação sua nova realidade. E para Glat (1995), quando esse paciente tem uma deficiência, é fundamental verificar:
  • as preocupações físicas; as habilidades funcionais; o bem-estar dentro da família; as redes de apoio social; a orientação para o futuro (planos, expectativas, esperanças); a intimidade e as relações sexuais; a ocupação, a espiritualidade; e a satisfação com o tratamento.
Tendo como base o respeito à pessoa, devemos orientá-la quanto uma possibilidade de autonomia e controle sobre a própria vida. Esse processo passa por uma conversa sempre aberta com os nossos pacientes, tendo sempre um compromisso ético do que e como contar ao paciente sobre a sua doença, as deficiências resultantes, assim como o estágio em que se encontra (Glat, 1995).










Referências Bibliográficas
Amiralian, M. L. T. M. (1997). O psicólogo e a pessoa com deficiência. In: Becker, Elisabeth
et. al.. Deficiência: alternativas de intervenção. São Paulo: Casa do Psicólogo

Glat, R. (1995). A integração social dos portadores de deficiências: uma reflexão. Rio de Janeiro: Sette Letras.

Mazzotta, M. J. da S. (2000). Reflexões sobre inclusão com responsabilidade. Disponível em

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