ELIAS RICARDO SANDE

ELIAS RICARDO SANDE
PSICOLOGO SOCIAL E DAS ORGANIZACOES

quinta-feira, 24 de março de 2011

IMPORTANCIA DA COMINICACAO NA PSICOLOGIA


1.     Introdução
De início, as primeiras pesquisas sobre a comunicação foram realizadas por estudiosos de áreas como a psicologia, sociologia e antropologia. Em psicologia, os sentimentos, os comportamentos, as acções, os pensamentos, os desejos, as atitudes, têm em comum a necessidade de expressão para se tornarem reais e com esse fim recorrem à comunicação. Na prática da psicologia é muito difícil encontrar uma tarefa que não tenha qualquer ligação com a comunicação. As terapias, os diagnósticos, a interação psicólogo-paciente, as sessões terapêuticas, a avaliações e a intervenção são feitas com bases na comunicação.
Assim, a actuação do psicólogo está intimamente ligada à comunicação, revela-se com grande importância prática, pois um melhor entendimento dos problemas trazidos pelos pacientes influenciadores são percebidos através do processo de comunicação. A Comunicação e a Psicologia, embora perteçam à diferentes campos de actuação, convergem em considerar o Homem como um ser biopsicossocial e cultural.
Assim, como existe proximidade entre diversas ciências, o mesmo tendo diferentes objectos de estudo, há necessidades de uma interdisciplinaridade, no sentido de se explicar claramento um determinado estudo ou investigação. Por um lado a Comunicação enfatiza a relação jornalista-leitor e, por outro lado, a Psicologia dá ênfase a relação terapeuta-paciente/cliente.
O presente trabalho surge no âmbito da disciplina de Metodologias de Investigação Científica e aborda Importância da Comunicação na Psicologia. O mesmo apresenta a seguinte estrutura:
  • A presente introdução; Revisão da Literatura; Justificativa; Formulação do Problema; Determinação de Objectivos; Metodologia; Debate Teórico; Colecta de Dados; Análise e Discussão dos Resultados e por fim a apresentação da Conclusão.


2.     Revisão da Literatura
Para Abric (1996) citado por Furtado at al (2002), no que tange à ciência psicológica, a comunicação social deve ser classificada sobretudo no contexto da psicologia social, devido a seu objecto ligar-se à interação; de todo modo, contribuições importantes para a compreensão do fenómeno podem ser oferecidas por subdivisões da psicologia, tal como o estudo da psicologia da personalidade e da psicologia do desenvolvimento, apenas para citar dois exemplos.
Berlo (1999) citado por Furtado at al (2002), apresenta um modelo de comunicação bastante completo, dividido em seis partes. A primeira é a fonte, que é uma pessoa ou um grupo com o objectivo de comunicar; a segunda é o codificador, que é responsável por interpretar as idéias da fonte e colocá-las num código; a terceira refere-se a mensagem que na comunicação humana existe na forma física com a tradução de idéias e objectivos. O canal é o quarto item e é entendido como o condutor ou intermediário da mensagem. Concluindo esse modelo defende ainda dois itens, o receptor, aquele a quem a mensagem foi dirigida. Ao receptor ainda resta a necessidade de reação ao estímulo comunicativo da fonte, pois não havendo essa reacção a comunicação não ocorreu. E por fim tem-se necessidade, para a ocorrência da comunicação, de um decodificador, que tem como função a tradução da mensagem para sua possível utilização.
Esse trabalho focar-se-à fundamentalmente nas teorias da comunicação epidérmica; teoria da persuasão; teoria empírica de campo e  teoria funcionalista baseada em pressupostos psicólogicos. A teoria da Agulha Hipodérmica, surgiu no campo da psicologia na primeira metade do século XX, influenciou todo o pensamento das teorias de comunicação e tornou-se um ponto de partida para os estudos posteriores.

3.     Justificativa
Uma das compentências mais importante de um psicólogo é a comunicação. Pois, segundo Blikstein (1999), a Psicologia e a Comunicação Social são duas ciências que interligam-se caminhando juntas e convergem os universos de seus elementos e conteúdos, constituindo assim uma base formalizada, completa e concreta de relações, para o desenvolvimento de seus respectivos processos. Daí ser de tamanha relevância pesquisar sobre a importância da comunicação na psicologia, por forma a aprofundar as formas mais eficazes para que um psicólogo tenha uma acesso á uma comunicação de qualidade.
Abordar a importância da comunicação no exercírcio do psicólogo, qualquer área que seja: social, organizacional, clínica, comunitária, escolar, saúde, torrna se muito necessário, na medida em que vai permitir uma maior visão na construção de uma capacidade comunitiva para qualquer estudantes enquanto futuros profissionais de psicologia, bem como torna-se uma aprendizagem ímpar ao falra de um tema interessante como esse.
Entender como se comportam e se influenciam as representações sociais, as atitudes, os pensamentos, os sentimentos, as expectativas dos indivíduos nos meios de comunicação social possibilita aos profissionais e estudiosos de psicologia emitir o diagnóstico para posterir intervir. Uma vez que o psicólogo, segundo Furtado at al (2002) é um formador de opinião, é obrigatório que ele conheça as pessoas, a subjetividade, afectividade, entre outros factores. Porém, a mensuração destes conteúdos apenas será possibillitada com o uso da comunicação.

4.     Formulação do Problema
Segundo Schmidt (1999) citado por Wolf (2001), as habilidades de comunicação eficientes são um componente essencial para um bom psicólogo, é importante para esse profissional reconhecer e apoiar as mudanças de comportamento nos clientes daí que o foco deve ser no cliente. A característica mais marcante do profissional de psicologia em qualquer área de interação com o cliente ou paciente, é a sua grande sensibilidade para  falar e ouvir as  pessoas.
Neste caso, o psicólogo utiliza competências básicas de comunicação como a escuta activa, a empatia e a reflexão, tentando compreender o paciente e a situação em que se encontra. Assim sendo, nota-se que sem a comunicação o trabalho do psicólogo seria quase impossível, no sentido de que não teria meios para perceber o problema do paciente ou cliente; como melhorar a capacidade comunicativa no processo interacional entre o psicólogo e cliente ou paciente em todas áreas  de exercício da psicologia?

5.     Determinação de Objectivos
5.1.            Objectivo Geral
·         analisar a importância da comunicação no processo interacional entre psicólogo e cliente/paciente no prática da psicologia
5.2.            Objectivos Específicos
·         identificar as dificuldades e barreiras de comunicação na avaliação e intervenção psicológica;
·         analisar e propor as formas mais eficazes para melhorar a capacidade comunicativa do psicólogo no exercício das suas funções;
·         demostrar a necessidade de uma comunicação de qualidade em todas áreas da psicologia: social, organizacional, clínica, escolar, ect.;

6.     Metodologia
Segundo a visão de André (2006),  metodologia refere-se não só a um simples conjunto de métodos, mas sim aos fundamentos e pressupostos que fundamentam um estudo particular. Onde são mostrados os instrumentamentos e os métodos utilizados na recolha de dados. Nessa pesquisa, a Metodologia é a explicação detalhada e rigorosa de toda acção desenvolvida. Para a efectivação desse trabalho, recorreu-se a revisão bibliográfica. Como fontes, de acordo com o critério de origem de dados e informações, destacam-se:
  • pesquisas bibliográficas em livros e artigos científicos; consultas de websites e informações disponíveis na Internet.
Devido a natureza da pesquisa, os dados foram analisados de uma forma qualitativa e, consequentemente, trata-se de uma pesquisa qualitativa.

7.     Debate Teórico
7.1.            Teorias de psicologia da comunicação
Antes de se avançar, torna-se necessário evidenciar os conceotos de Comunicação e de Psicologia. Para Colin Cherry, comunicação significa compartilhar elementos de comportamento ou modos de vida, pela existência de um conjunto de regras.
No que tange à ciência psicológica, a comunicação social deve ser classificada sobretudo no contexto da psicologia social, devido a seu objecto ligar-se à interação; de todo modo, contribuições importantes para a compreensão do fenómeno podem ser oferecidas por subdivisões da psicologia, tal como o estudo da psicologia da personalidade e da psicologia do desenvolvimento, apenas para citar dois exemplos (Abric, 1996 citado por Furtado at al (2002).
Segundo Furtado at al (2002), a psicologia social é o estudo científico da influência recíproca entre as pessoas-interação social e do processo cognitivo gerado por esta interação social. Leyens e Yzerbit (1999) entendem a psicologia social como ciência que estuda o comportamento à medida que é influenciado pelo outro, sob um triplo ponto de vista: o conhecimento do outro, a influência social e as interações sociais. Para esses autores a psicologia social situa-se dentro do rol de ciências psicológicas, no sentido de que suas explicações e teorias incidem somente sobre o individual.

7.1.1.      Teoria hipodérmica da mídia
A teoria da Agulha Hipodérmica, surgiu no campo da psicologia na primeira metade do século XX, influenciou todo o pensamento das teorias de comunicação e tornou-se um ponto de partida para os estudos posteriores. Essa teoria parte da idéia behavorista de que toda resposta corresponde à um estímulo, pois não há resposta sem estímulo, ou estímulo sem resposta (Wolf, 2001).
É por demais conhecida a experiência de Pavlov com o cão. pela comida, o cão respondia salivando–uma reacção do organismo preparatória para digerir a comida. O esquema E–R (Estímulo–Resposta) é essencial para essa teoria. Os indivíduos são compreendidos como átomos isolados, que, no entanto, fazem parte de um corpo maior, a massa, criada pelos meios de comunicação. Isso tornaria impossível a emergência de resposta individuais do estímulo (Wolf, 2001).
Assim, da experiência de Pavlov, os meios de comunicação de Massa (MCM) enviariam estímulos que seriam imediatamente respondidos pelos receptores. A audiência é vista como uma massa amorfa (ser passivo no behaviorismo), que responde de maneira imediata e uniforme aos estímulos recebidos. Ao enviar um estímulo (uma propaganda, por exemplo), os MCM teriam como resposta o comportamento desejado pelos emissores.
7.1.2.      Teoria da persuasão
Segundo Serra (2007), a Teoria da Persuasão, diferentemente da Hipodérmica, é baseada em aspectos psicológicos, e defende que a mensagem enviada pela mídia não é assimilada imediatamente pelo indivíduo, dependendo de várias perspectivas individuais. Portanto essa teoria não seria de dominação ou manipulação, mas sim de persuasão, pois o indivíduo se interessa por informações que estejam inseridas no seu contexto sócio-cultural, e com as quais ele esteja de acordo.
7.1.3.      Teoria funcionalista
A teoria funcionalista defende que o indivíduo não pode ser analisado apenas por seu comportamento, e deve ser estudado por sua acção social, os valores e os modelos sociais que adquire na comunidade. A psicologia da comunicação estuda os esquemas e as interações de como eles determinam os comportamentos individuais e sociais (Oliveira, 2001).

8.     Colecta de Dados
A colecta de dados refere-se à informação recolhida sobre o tema, é a apresentação da informação tida como importante para a análise e discussão dos dados colhidos-resultados. Para além da sua validade, essa informação torna-se útil no sentido de que servirá de base para o enriquecimento e a qualidade do tralhho. É desta informação que se fará o cruzamento com as teorias de comunicação acima mencionadas. 

8.1.            Impoertância da comunicação na mudança de atitudes
A teoria das atitudes é talvez a mais tradicional em psicologia. O conceito de atitude a define como uma predisposição de um indivíduo para agir de determinada forma em relação a uma situação; as atitudes podem ser analisadas em três componentes: cognitivo (crenças sobre o objecto), comportamental (acções dirigidas ao objecto) e afectivo (aspectos emocionais referentes ao objecto; a atitude propriamente dita) (Matterlard & Michele, 1999).
De um modo geral, a maior parte das pesquisas sobre mudanças de atitudes centram-se em alterações de modalidades de variáveis cognitivas, muitos estudos consistiram em manipulação de factores referentes ao processo de comunicação, isto é, características de destinatário da comunicação, da mensagem e do emissor.

8.2.            Importância da comunicação nas representações sociais
As representações sociais constituem um paradigma integrativo em psicologia. As teorias das representações sociais são mantidas por grupos sociais que servem de referência para as pessoas no que diz respeito a tomadas de posição e práticas.  Uma representação social é uma teoria específica à um grupo sobre um aspecto da realidade. Em certo sentido, a noção de representação social engloba o conceito de atitudes; estas são concebidas assim como uma dimensão das representações. As representações sociais adquirem importância a partir do Século XX devido à forte influência dos meios de comunicação de massa, fazendo delas uma forma de conhecimento passível de mudança relativamente veloz e específica à grupos (Melo, 2000).
As áreas da comunicação social a que se refere neste texto–jornalismo, publicidade e propaganda e relações públicas, por lidarem com a divulgação de informações, têm um papel essencial na psicologia, portanto, para a dinâmica das representações sociais. De acordo com Jodelet (1999) citado por Melo (2000), a comunicação de massa possibilita e determina as representações sociais; isso significa que possuem capacidade de influenciar as mudanças.

8.3.            Importância da Comunicação nos Grupos Sociais
Segundo Mcluhan (2000), a comunicação cimenta o grupo, pois é na medida em que há profunda correspondência entre os membros que o grupo sobrevive. Observa-se que as comunicações são geralmente detidas pelos líderes do grupo, que funcionam como filtros sempre comunicam o conteúdo à todos elementos do grupo. Algumas notícias circulam no interior dos subgrupos e atingem os membros isolados. Para que a comunicação seja eficaz,  deve circular em três sentidos: ascendente, descendente e horizontal.
A comunicação nos grupos formais deve ser rigorosa, onde verifica-se uma direcção. Uma rede de comunicação eficaz caracterizada essencialmente por favorecer a difusão da mensagem de modo a que ela possa chegar aos subordinado com precisão. No caso dos grupo informais não é possível identificar a direcção, daí que a comunicação é dominantemente informal. Da mesma forma, não é possível conhecer a sua estrutura, ou seja, quem comunica mais ou por quem passa mais informação (Pignatari, 2005).

8.4.            Importância da comunicação na psicologia organizacional
No interior das empresas a comunicação de qualidade melhora o entendimento, eleva a eficiência, aumenta a satisfação e gera aumento na qualidade de todas as relações interpessoais, bem como melhora a produtividade. A comunicação é um processo complexo e, quando analisada no contexto da psicologia organizacional, a comunicação torna-se cada vez mais complexa (Pignatari, 2005).
Ademais com o despontar da era da informação as empresas sentiram se obrigadas a reestruturarem sua comunicação adoptando um padrão moderno aproximando suas acções e o discurso empresarial, em busca de um património de carácter simbólico garantindo boa imagem, reputação, credibilidade, legitimidade e aceitação.
Como afirma Furtado at al (2002), um dos problemas de comunicação que surgem no interior das empresas deve-se à má utilização dos meios de comunicação. Numa empresa de grande porte deve-se utilizar no mínimo dez meios de comunicação, divididos três dimensões: uma virtual, uma indireta e uma de surgimento recente como e-mails, chats, e intranet; caminho comunicacionais que passam pelo ambiente hierárquico, formal e burocrático utilizando-se como meios reuniões, quadros de aviso, memorandos e telefone e um meio de comunicação da dimensão simbólica.

8.5.            Distorção da comunicação na interação psicólogo-paciente
O paciente quando comunica está emocionalmente ligado à mensagem que está a emitir, pois faz parte do seu campo psicológico. Esta mensagem será tão eficaz quanto mais reforçar as opiniões e as atitudes do receptor. O contrário também é verdade. Se o que o psicólogo  transmitir uma mensagem que vai contra as opiniões e as atitudes do paciente, maior será a resistência à mensagem e menos eficaz ela será (Matterlard & Michele, 1999).
Melo (2000), refere que o conteúdo emotivo da mensagem pode influir na distorção da mensagem transmitida, dai que a linguagem é uma razão muito forte de distorção na mensagem. Pois em psicologia, linguagem é o instrumento de adaptação dos indivíduos ao seu meio. Deste modo, uma gama de conhecimentos muito profundos pode dificultar a comunicação se o psicólogico não ajustar o que transmite aos conhecimentos do paciente.
Num processo de interação psicólogo-cliente, as barreiras na comunicação não são apenas barulhos ou outros estímulos externos que atrapalham a comunicação. Matterlard & Michele (1999), defendem que as barreiras ocorrem na comunicação quando o interlocutor lê ou ouve de acordo com:
·         O que lhe interessa: o que coincide com suas opiniões, crenças, valores e experiências;
  • Egocentrismo: que impede de se enxergar o ponto de vista do outro. O egocêntrico reduz à zero tudo o que o outro fala, sem ao menos ouvir realmente o que ele diz;
  • Percepção do outro: influenciada por preconceitos e estereótipos. Exemplo: quando determinada pessoa é tida como verídica para nós-tudo o que fala e faz é bom;
  • Competição: quando um corta a palavra do outro, sem nem sequer ouvir o que ele está a dizer; 
  • Frustração: impede a pessoa de ouvir e entender o que está sendo dito.
  • Transferência inconsciente de sentimentos: que se tem em relação a uma pessoa parecida com o interlocutor.


9.     Análise e Discussão dos Resultados
Num trabalho científico, é sempre difícil dar por acabado um determinado tema. As análise aqui dada não deve ser vista como rígida, única e suficiente, pois resulta de uma análise qualitativa do autor da informação recolhida à vários níveis, bem como por ser  um tema é tão importante e ao mesmo tempo tão complexo. Uma das compentências mais importante de um psicólogo é a comunicação, mas não anula aqui a qualidade comunicativa do paciente, pois desta depende o diagnóstico emitido peolo psicólogo. A Psicologia e a Comunicação Social são duas ciências que interligam-se caminhando juntas, e convergem nos seus campos, elementos e conteúdos, constituindo assim uma base completa e concreta de relações como afirma Furtado at al (2002).
Nessa análise, frisa-se que a comunicação para um psicólogo, é antes uma farramenta indispensável na interação com seus clientes, ela torna-se o elo de contato com os clientes, seja para passar-lhes informações ou para recebê-las. A psicologia quanto os meios de comunicação de massa tem o poder de controlar e convencer as pessoas. deste modo, a comunicação é utilizada pelos psicólogos para alcançar um certo objectivo. Para que essa comunicação seja eficaz é preciso que se adapte a mensagem ao vocabulário, aos interesses e aos valores do paciente. É difícil entender-se com um cliente quando se tenta comunicar alguma coisa que o contradiz ou não vai ao encontro daquilo que ele espera.
Com base nas teorias da comunicação baseadas em pressupostos psicológicos, pode-se verificar que não haveria sucesso na psicologia sem que esta estivesse ligada à comunicação. À título de exemplo é a teoria Hipodérmica, que defende a idéia behavorista de que toda resposta corresponde à um estímulo, pois não há resposta sem estímulo, ou estímulo sem resposta. Com essa teoria, o psicólogo é chamado á condicionar os seus pacientes/clientes através de estímulos contidos na comunicação durante o processo interacional.
De acordo com Mcluhan (2000), os indivíduos são compreendidos como seres isolados, fazendo parte de um meio social, o que tornaria possível a emissão de respostas-comportamentos individuais. Os meios de comunicação de massa (MCM) correspondem aos condicionamentos respondente de Pavlov e operante de Skinner que tinha como objectivo manipular o cão e o rato respectivamente. Ao enviar um estímulo (uma propaganda, por exemplo), os MCM teriam como resposta o comportamento desejado pelos emissores, desde que o estímulo fosse aplicado de maneira correcta.  Apesar da sua extrema importância, essa teoria, torna-se limitada na medida em que não tem em conta os aspectos cognitivos, como é o caso de interesses, atenção e motivação do paciente no processo interacional.
A pesar da teoria descrita acima ser a primeira, ela serviu de base apenas para estudos futuros, pois alguns investigadores a tinham como não-completa. A Teoria da Persuasão também baseada em  aspectos psicológicos, defende que a mensagem enviada pela mídia não é assimilada imediatamente pelo indivíduo, dependeria das crenças e expectativas individuais. Portanto essa teoria não seria de dominação ou manipulação como a Hipodérmica, mas sim de persuasão, pois o indivíduo se interessam por informações familiares vividas no seu contexto sócio-cultural. A comunicação torna o psicólogo como um agente que perssuade os seus pacientes através da comunicação. Essa teoria apesar das suas limitações, é tipicamente psicológica na medida em que considera os fenómenos psicológicos, como por exemplo: percepção, motivação, interesse e expectativas do paciente no exercírcio do psicólogo.
Finalmente, a teoria funcionalista que defende que o indivíduo não deve ser analisado apenas pelo seu comportamento, mas sim deve ser compreendido pela sua acção social. A psicologia da comunicação deve estudar os esquemas e as interações de como eles determinam os comportamentos individuais e sociais. Essa teoria complenta as teorias acima mencionadas no sentido de que o psicólogo através da comunicação veja o seu paciente/cliente não apenas o seu comportamento isoladamente, mas sim às variáveis sociais, pois o ser humamo é um ser social obrigatório, daí que o comportamento deve ser intendido no âmbito social, onde a comunicação toma várias direcções e sentidos.
Como análise, o psicólogo deve desenvolver a empatia no sentido de se colocar no lugar do outro e assim compreender melhor o problema do cliente, para tal, o profissional de psicologia deve distinguir o momento oportuno para comunicar com o seu cliente, saber comunicar quando o paciente está motivado. A mensagem deve ser simples, directa, clara e sem ambiguidade para que o paciente possa entender.  No processo de comunicação, o psicólogo não só tem em conta a linguagem verbal, mas também deve observar: a postura do corpo do paciente; expressões fisionómicas; bocejo; o nível de atenção; o olhar; o entusiasmo; nível de motivação; irritação; movimentando dos dedos, das pernas e das mãos; tom da voz; atitudes, bem como todo tipo de gestos emitidos pelo cliente.
O psicólogo deve evitar que durante o processo intercional com paciente/cliente não haja distorção da comunicação. A distorção da comunicação pode se caracterizar sub várias dimensões: a atitude do psicólogo e do paciente em relação ao assunto afecta a eficiência da comunicação. Na visão de Dorfman (1980), a atitude desfavorável como refere leva a uma explicação deficiente dos objectivos. Na atitude, há sempre uma componente cognitiva (referente a ideias ou crenças), componente afectiva (referente a valores) e componente comportamental (referente à predisposição). Em geral, a dificuldade de compreender as orientações do psicólogo ou o contrário, perceber amensagem que o paciente/cliente que pede ajuda está a tentar explicar, resulta em conflitos  entre ambos os lados.


10.                        Conclusão
O papel da comunicação é a transmissão de significados entre pessoas para a sua integração na organização social. Os homens têm necessidade de estar em constante relação com o mundo, e para isso usam a comunicação como mediadora na interação social, pois é compreensível enquanto código para todos que dela participam. Como conclusão, entende-se que o cruzamento da psicologia e da comunicação, a valorização da comunicação interpessoal, da comunicação midiática, da comunicação grupal, comunicação terapêutica e comunicação organizacional, bem como a necessidade reiterada da interdisciplinaridade, são noções que vêm sendo exploradas e bem utilizadas em estudos das ciências sociais.
É evidente que a contribuição da psicologia para a comunicação social e vice-versa, não se restringe apenas às atitudes, à formação de grupos socias, às representações sociais e à psicologia social. Escolheu-se essas dimensões para o trabalho porque considera-se que o valor qualitativo muito claro. Conclui-se este trabalho fazendo um esclarecimento que se julga necessário. Ao argumentar favoravelmente à utilização de teorias psicossociais em comunicação social. Entendendo a comunicação social, em concordância com Bougnoux (1979) citado por Dorfman, (1980), como interdisciplina ligada à psicologia, considera-se que, ainda que compartilhando de uma interface com diversas áreas de conhecimento científico, esse mesmo leque de interfaces possibilitou o desenvolvimento de um corpo teórico que lhe é característico.
O psicólogo, sem a comunicação, não seria capaz de intervir na sociedade, daí que ele deve possuir uma capacidade comunicativa de qualidade, não só no acto de transmitir a mensagem para os seus clientes, mas também no acto de receber ou ouvir o discurso destes pacientes. Um das exigênncias na comunicação, é que o psicólogo deve ir para além da mensagem verbal, no sentido de recolher toda informação necessária para um diagnóstico e prognóstico eficaz.
De qualquer modo, é saliente a relação que a comunicação social possui com a psicologia, está centrada na utilização das teorias psicossociológicas, o que conduziu à avanços significativos na comunicação social. E, termina o presente trabalho afirmando que o sucesso dos serviços psicológicos na sociedade depende muito mais das técnicas comunicativas, daí a extrema importância do uso da comunicação na psicologia.

11.                        Referências Bibliográficas
André, I. T. (2006). Metodologias de Investigação Científica. 3Ed. Vol 5. Lisboa: Porto Alegre
Blikstein, I. (1999). Técnicas de Comunicação Escrita. Editora Ática. Disponível em: http://www.infoescola.com/comunicacao/teorias-da-comunicacao/, acesso em 23 de 03 de 2011, 11hrs11 
Dorfman, A. (1980). Comunicação da massa e colonialismo. Rio de Janeiro: Para Ler o Pato Donald- az e Terra
Furtado, O at al (2002). Psicologias : uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva. Disponível em:

Matterlard, A. & Michele (1999). História das teorias da comunicação. São Paulo: Loyola
Melo, J. M. (2000). Teoria da Comunicação – Paradigmas latino-americanos. Petrópolis: Vozes
Mcluhan, M. (2000). Os meios de Comunicação como Extensões do Homem. São Paulo: Cultrix.
Oliveira, I.  C. A. (2001). Teorias da Comunicação. Disponível em: http://www.blogger.com/goog_556190546, acesso em 22 de 03 de 2011, 14hrs10
Pignatari, D. (2005). Informação. Linguagem. Comunicação. São Paulo: Perspectiva
Serra, J. P. (2007). Manual de Teoria de Comunição. Livros Labcon. Disponível em: http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/serra-paulo-manual-teoria-comunicacao.pdf, acesso em 22 de 03 de 2011, 09hrs
Wolf, M. (2001) Teorias da Comunicação. Lisboa: Presença Disponível em: http://jornalismouninove.com.br/livros/mauro_wolf_teorias_da_comunicacao.pdf, acesso em 22 de 03 de 2011, 12hrs30

4 comentários:

Elias Ricardo Sande disse...

WONDERFULL

Teixeira Pedro disse...

Gostei muito do tema

Dino Mafaite Gonane disse...

Interessante o conteudo

Jacinto Garrido disse...

Adorei o conteúdo, serviu-me para o meu trabalho de pesquisa.

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